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Cientistas da Universidade de Cambridge descobriram uma molécula semicondutora orgânica capaz de gerar eletricidade sozinha, sem depender da combinação de diferentes materiais.
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A inovação pode levar à criação de painéis solares mais leves, baratos e fáceis de fabricar, feitos inteiramente de um único componente.
Por quase um século, acreditava-se que apenas materiais inorgânicos complexos, como óxidos metálicos, poderiam realizar esse processo. No entanto, a molécula “P3TTM” demonstrou um mecanismo de captação de luz extremamente eficiente, surpreendendo os pesquisadores.

O papel do elétron desemparelhado
- A “P3TTM” possui um elétron desemparelhado que, ao interagir com moléculas vizinhas, gera cargas positivas e negativas — essencialmente criando uma corrente elétrica. Esse fenômeno, conhecido como comportamento de Mott-Hubbard, até então era observado apenas em óxidos inorgânicos.
- Em testes, uma célula solar feita com um filme de “P3TTM” alcançou eficiência de coleta de carga próxima a 100%, convertendo quase todos os fótons absorvidos em eletricidade utilizável.
- Diferentemente dos painéis tradicionais, que precisam de dois materiais distintos para separar elétrons, o novo semicondutor realiza essa tarefa sozinho.
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Um novo capítulo na física
Além de abrir caminho para células solares monomateriais, a descoberta homenageia o físico Sir Nevill Mott, que ajudou a estabelecer as bases da física da matéria condensada. “Estamos escrevendo um novo capítulo no livro da física”, disse o professor Hugo Bronstein, um dos autores do estudo.
Publicada na revista Nature Materials, a pesquisa pode acelerar o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa e sustentável, trazendo a revolução solar para um futuro ainda mais próximo.
